Irã Diz que Futuro do Estreito de Ormuz Será Decidido em Parceria com Omã Após a Guerra

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o futuro do Estreito de Ormuz após o fim do conflito na região será definido em parceria com Omã. Em entrevista à Al Jazeera, ele reforçou que a via marítima “está nas águas internas” dos dois países e que qualquer arranjo futuro deve ser tratado diretamente entre Teerã e Mascate.

A declaração ocorre em meio a reiteradas ameaças dos Estados Unidos de tomar o controle do estreito, com o presidente Donald Trump chegando a chamá-lo de “Estreito Trump”. Araghchi enfatizou que o estreito continua aberto, mas com restrições: embarcações de países em conflito com o Irã não têm permissão para passar, enquanto nações consideradas “amigas” conseguem trânsito seguro mediante acordos.

Sem negociações diretas com os EUA

O chanceler iraniano negou que haja negociações em andamento com Washington. Segundo ele, existem apenas trocas de mensagens por meio de intermediários. Araghchi descartou propostas mencionadas pela imprensa, como um suposto plano americano de 15 pontos, classificando-as como especulações sem resposta formal.

Ele também rejeitou qualquer cessar-fogo imediato e condicionou qualquer diálogo ao fim completo do conflito, com garantias de segurança e compensações. “Não aceitamos prazos ou deadlines impostos por ninguém”, declarou.

Posição da Rússia

Em paralelo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reforçou que qualquer iniciativa sobre a navegação no Estreito de Ormuz deve ser baseada no consenso entre os países litorâneos. Ela criticou a ideia de transferir o controle a terceiros ou criar mecanismos supranacionais sem o consentimento de todos os Estados do Golfo, afirmando que isso não contribuiria para a desescalada da tensão.

Contexto do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Qualquer interrupção ou controle externo da passagem pode gerar forte impacto nos preços da commodity e na economia mundial.

A posição do Irã reforça sua estratégia de manter influência sobre a região, enquanto os EUA e seus aliados pressionam por maior liberdade de navegação e redução da presença iraniana.

Conclusão

A declaração de Abbas Araghchi indica que o Irã não pretende ceder o controle do Estreito de Ormuz e busca definir seu futuro em parceria com Omã, rejeitando interferências externas. O posicionamento russo vai na mesma linha, defendendo o consenso regional.

O episódio reforça a tensão geopolítica no Golfo Pérsico e seus possíveis impactos sobre o preço do petróleo e a estabilidade global.

E você, acha que o Irã conseguirá manter o controle do estreito ou haverá maior interferência internacional? Deixe sua opinião nos comentários!

Fonte: InfoMoney / Estadão Conteúdo (01/04/2026)

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