19 de novembro de 2025 – Equipe TNews
O Google lançou o Gemini 3.0, seu modelo mais poderoso até hoje. Ele combina raciocínio avançado, multimodalidade robusta e integração com produtos do próprio Google para oferecer uma experiência que muda o patamar do que esperamos de inteligência artificial. Testei recursos, criei aplicativos e comparei benchmarks. Aqui está um guia prático e direto sobre o que o Gemini 3.0 faz, como acessar e por que isso importa.
O que é o Gemini 3.0 e quais variantes foram anunciadas
Gemini 3.0 vem em várias versões para diferentes necessidades:
- Gemini 3 Pro: o modelo mais avançado e poderoso, disponível em preview.
- Gemini 3 Deep Fink (pensamento profundo): otimizado para raciocínio analítico e temas complexos.
- Visualização dinâmica e layout visual: novas formas de apresentar conteúdo de maneira interativa (liberação gradual).
- Agentes do Gemini: automações e orquestração de tarefas (serão liberados progressivamente).
- Google Antigravity: IDE/ambiente local para desenvolvimento de agentes e aplicações usando modelos como Gemini 3 Pro.
Onde acessar o Gemini 3.0
Existem três caminhos principais para usar o Gemini 3.0:
- Gemini app: disponível no navegador e no celular — já permite selecionar modos como “rápido” e “raciocínio” e escolher o Gemini 3 Pro em contas gratuitas.
- Google AI Studio: onde modelos e preços de API aparecem; ideal para quem vai integrar via backend.
- Google Antigravity: download para macOS, Windows e Linux; roda localmente e serve como IDE para orquestrar agentes e editar código.

Alguns recursos, como a integração completa do Gemini 3 na Busca do Google e a visualização dinâmica, estão sendo liberados por fases e podem não estar disponíveis em todos os países no primeiro momento.
Principais novidades e capacidades
- Multimodalidade superior: interpreta imagens e vídeos com precisão contextual elevada, identificando atores, marcas e histórico cultural de forma detalhada.
- Raciocínio aprofundado: o modo Deep Fink entrega respostas analíticas mais completas para problemas complexos.
- Construção de aplicações: o modo Build oferece uma interface gráfica para criar, testar e editar apps interativos usando linguagem natural.
- Integração com ferramentas do Google: busca em modo IA, app Gemini, e Antigravity permitem um fluxo integrado entre criação e implementação.
Exemplos práticos e testes
Os resultados são impressionantes e saem do campo de respostas em texto para aplicações completas geradas a partir de um único prompt. Abaixo, alguns exemplos reais:
- Clonagem do Microsoft Word: editor com formatação, seleção de fontes, alinhamento e bullets, tudo funcional a partir de um único comando.
- Jogo de boxe em primeira pessoa: personagem controlável, movimentos e efeitos sonoros gerados automaticamente.
- Página web em estilo neobrutalista: HTML responsivo com Tailwind CSS, interatividade e design original.
- Tamagotchi: bichinho virtual com contagem de vida e interações; código mais refinado do que versões anteriores.
- Clone do Angry Birds: física e controle por mouse, totalmente funcional.
- App de texto para fala: gerou MP3 em português com vozes pré-definidas e opção de download.
- Teste das seis palavras: quando instruído a responder sempre com seis palavras, o modelo seguiu corretamente a restrição em todos os exemplos testados.
- Interpretação de imagem: ao analisar uma propaganda clássica nacional, identificou o ator, descrição da cena e contexto histórico, incluindo referência ao recorde Guinness.
- Poema em português: produziu rimas coerentes e estrofes bem construídas.
- Clone de sistema operacional: área de trabalho com bloco de notas, paint, gerenciador de arquivos e terminal simulado.
Modo Build: criar interfaces e apps por texto
O modo Build é onde o Gemini 3.0 realmente brilha para criadores. Com ele, é possível gerar:
- Editor 3D de Lego: peças arrastáveis, troca de cor e rotação; tudo controlado por comandos de texto.
- Cubo mágico interativo: embaralha, manipula camadas e resolve automaticamente mediante comando.
- Aplicativo de rotas para corrida: busca locais em São Paulo por distância e exibe pontos no mapa com navegação entre menus.
Esses apps podem ser refinados localmente no Antigravity, exportados e integrados com outros serviços. A agilidade para transformar ideias em protótipos funcionais é notável.
Benchmarks e posicionamento frente à concorrência
Nos testes públicos mais reconhecidos o Gemini 3 Pro e o Deep Fink lideram:
- Humanity’s Last Exam: Gemini 3 Pro alcançou 37,5% sem ferramentas e 45,8% com busca; Deep Fink chegou a 41%.
- Arkagi: Gemini 3 Pro atingiu 31,1%, ficando bem à frente de versões anteriores e de outros modelos citados nos benchmarks.
Em resumo, nos benchmarks disponíveis no momento, Gemini 3.0 figura como referência em capacidade geral e raciocínio. Quando perde, é frequentemente para outras variantes do próprio Google.
Preços da API e considerações para quem vai usar em produção
O modelo já aparece no Google AI Studio com preços por token que merecem atenção. Exemplos mencionados:
- Até 200 tokens: entrada 2, saída 12 (unidades conforme a tabela do Google).
- Acima de 200 tokens: entrada 4, saída 18.
Ou seja, a integração via API tem custo significativo dependendo do volume. Para prototipagem e uso casual, as contas gratuitas no app permitem testes, mas com limites.
Limitações e pontos a observar
- Alguns recursos, como a integração completa com a Busca em IA, visualização dinâmica e agentes, estão sendo liberados aos poucos e podem não estar disponíveis em todos os países imediatamente.
- Gemini 3 Pro ainda aparece como preview em alguns painéis; isso significa que ajustes e melhorias vão continuar chegando.
- Algumas simulações, como o terminal no clone do sistema operacional, podem ser apenas demonstrativas e não executar comandos reais no sistema host.
- O Antigravity exige instalação local e conhecimento de desenvolvimento para tirar o máximo proveito; é um ambiente profissional semelhante a outras IDEs com recursos de IA.
O que isso significa para desenvolvedores e criadores
Gemini 3.0 acelera significativamente o ciclo de prototipagem. Com comandos em linguagem natural você consegue gerar interfaces, jogos, sites e aplicativos funcionais, depois levar o código para um IDE como Antigravity para polir e orquestrar agentes. Para times de produto, isso reduz o tempo entre ideia e prova de conceito. Para educadores e criadores e usuários em geral, abre possibilidades de ensino interativo e conteúdo multimodal avançado.

Conclusão
Gemini 3.0 representa um salto: melhor raciocínio, multimodalidade muito capaz e integração com um ecossistema que facilita levar protótipos à produção. Ainda há liberações graduais e custos a considerar, mas o potencial para transformar como construímos aplicações com IA é real.
E você, o que acha dessa nova geração de modelos? Será que o Google consegue manter a liderança?
