19 de fevereiro de 2026 – Equipe TNews.
Porto Alegre registrou seu primeiro caso confirmado de mpox (varíola dos macacos) em fevereiro de 2026, com a infecção ocorrendo fora do estado do Rio Grande do Sul, segundo a Vigilância Sanitária municipal. O paciente buscou atendimento médico após apresentar sintomas, e as autoridades de saúde estão rastreando contatos próximos para conter uma possível transmissão local. Esse registro surge em um contexto de baixa procura por vacinação no estado, onde foram confirmados cinco casos em 2024, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora variantes internacionais, como a nova cepa detectada no Reino Unido e na Índia. Embora a OMS tenha declarado o fim da emergência internacional para mpox em setembro de 2025, a doença ainda representa risco, com letalidade similar à da gripe em casos graves, e uma tendência de expansão projetada por pesquisadores. Neste artigo completo, você entende o que é a mpox, o caso em Porto Alegre, a situação no RS e no Brasil, sintomas, prevenção e orientações oficiais para se proteger.
O Que é a Mpox? Causas, Transmissão e Variantes Atuais
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox, da mesma família da varíola, caracterizada por lesões cutâneas semelhantes a pústulas, febre, dores musculares e fadiga. Transmitida principalmente por contato próximo com lesões, secreções ou objetos contaminados, ela pode se espalhar via gotículas respiratórias em contato prolongado. No Brasil, os casos são de cepas anteriores, mas a OMS confirma uma nova variante (clade Ib) no Reino Unido e na Índia, com maior transmissibilidade, embora a letalidade permaneça baixa (1-3% em casos graves). A doença não é nova — surtos ocorreram na África desde os anos 1970 —, mas ganhou atenção global em 2022, quando a OMS declarou emergência (encerrada em 2025). No RS, a letalidade é similar à da gripe, mas com potencial de expansão devido à baixa vacinação.
O Primeiro Caso de Mpox em Porto Alegre 2026: O Que Se Sabe
A Vigilância Sanitária de Porto Alegre confirmou o primeiro diagnóstico de mpox na capital gaúcha em 17 de fevereiro de 2026, com o paciente contraindo o vírus fora do estado. A identidade e o estado de saúde atual do infectado não foram divulgados para preservar a privacidade, mas o rastreamento de contatos está em andamento para evitar transmissão local. Esse é o sexto caso confirmado no Rio Grande do Sul em 2026, após cinco registros em 2024, distribuídos em Porto Alegre (três), Gravataí e Passo Fundo. A Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) afirma que os casos são de cepas anteriores e não da nova variante, mas projeta uma expansão devido à baixa adesão à vacina. Cerca de 3 mil doses da vacina foram distribuídas aos municípios do RS, das quais apenas 1,7 mil foram aplicadas, o que representa uma baixa procura pelo imunizante.
Situação da Mpox no RS e no Brasil em 2026
No Rio Grande do Sul, foram notificadas nove suspeitas em 2025, com cinco confirmações em 2024, e o estado monitora de perto devido à possível expansão. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 709 casos confirmados ou prováveis em 2024, com ênfase em vigilância após o fim da emergência internacional pela OMS em setembro de 2025. O Conselho Federal de Medicina (CFM) orienta médicos para o monitoramento, com foco em sintomas iniciais e isolamento. A vacinação está disponível para grupos de risco (pessoas com HIV, profissionais de saúde e contatos de casos confirmados), mas a adesão é baixa no RS. A OMS continua a monitorar variantes globais, com casos de nova cepa no Reino Unido e na Índia, mas sem registros no Brasil até o momento.
Sintomas da Mpox: Como Identificar e Quando Procurar Ajuda
Os sintomas aparecem geralmente de 5 a 21 dias após o contágio e incluem:
- Febre alta
- Dor de cabeça e muscular
- Fadiga extrema
- Linfonodos inchados
- Lesões na pele (pústulas, bolhas) que começam no rosto e se espalham para o corpo, incluindo genitais
A doença dura de 2 a 4 semanas, com letalidade baixa (1-3%), mas pode ser grave em imunossuprimidos. Se suspeitar, isole-se e procure um médico imediatamente — teste gratuito no SUS.
Prevenção e Vacinação: Dicas para Evitar Contágio
- Evite contato próximo com pessoas sintomáticas.
- Use máscara em ambientes fechados.
- Higienize mãos e objetos compartilhados.
- Vacine-se se estiver no grupo de risco: disponível no SUS para HIV positivos, profissionais de saúde e contatos de casos (baixa adesão no RS).
- Monitore sintomas após viagens para áreas com casos.
A SES-RS e o Ministério da Saúde recomendam vigilância constante, especialmente em Porto Alegre.
Conclusão: Mpox em Porto Alegre – Atenção Redobrada, Mas Sem Pânico
O primeiro caso de mpox em Porto Alegre em 2026 reforça a necessidade de vacinação e higiene, especialmente com baixa adesão no RS e monitoramento global de variantes pela OMS. Com apenas seis casos no estado, o risco é baixo, mas a tendência de expansão alerta para prevenção. Consulte a SES-RS ou o Ministério da Saúde para mais informações.
Fontes: G1 (17/02/2026), TNOnline, JC UOL, MidiaMax, WHO, CFM.
