22 de novembro de 2025
O novo capítulo da franquia Call of Duty, Black Ops 7, enfrentou um início turbulento na Europa, onde as vendas da semana de estreia ficaram 63% abaixo das registradas por Battlefield 6 em seu debute no mês de outubro. De acordo com dados da GSD, que monitora vendas físicas e digitais de diversas editoras na região (excluindo assinaturas como Game Pass), o título da Activision também amargou uma queda superior a 50% em relação ao Black Ops 6, lançado no ano anterior.
Apesar do tropeço, Black Ops 7 ainda se sagrou o jogo mais vendido da semana na Europa em termos de unidades e receita, superando concorrentes como o surpreendente Anno 117: Pax Romana, da Ubisoft, que teve um lançamento forte – cerca de 2,5 vezes superior ao de Anno 1800 em 2019. No Reino Unido, as vendas físicas caíram 61% em comparação com o antecessor, enquanto no Japão o jogo registrou o pior desempenho de estreia em 20 anos de história da franquia, com apenas 12.311 unidades no primeiro fim de semana.
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Contexto e Comparações Reveladoras
A comparação com Battlefield 6 é especialmente dolorosa para os fãs de Call of Duty. Lançado em outubro de 2025, o shooter da EA vendeu mais de 7 milhões de cópias em apenas três dias, tornando-se o jogo mais vendido do ano nos EUA até o momento e registrando o maior mês de receita de qualquer título nos últimos três anos – superando até mesmo sucessos como Modern Warfare 2 de 2022. Análises indicam que mais de 25% dos jogadores de Call of Duty migraram para Battlefield 6 no mês passado, sinalizando uma erosão no domínio tradicional da Activision no gênero de tiro em primeira pessoa.
Globalmente, as vendas de Black Ops 7 caíram pela metade em relação a 2024, configurando um “fracasso em escala mundial”, conforme reportagens recentes. Nos EUA, o silêncio da Activision sobre números oficiais contrasta com a euforia da EA em torno de Battlefield 6, que já ultrapassou as vendas vitalícias de Battlefield 1 em algumas plataformas.
Por Que o Fracasso? Fatores que Pesaram
Vários elementos contribuíram para esse cenário:
- Fadiga anual e repetição: Lançamentos anuais consecutivos de Black Ops (dois em fila) geraram exaustão entre os jogadores, que veem o jogo como “mais do mesmo”.
- Concorrência feroz: Battlefield 6 ressurgiu com mecânicas aclamadas, como combates “boots-on-ground”, roubando o holofote.
- Disponibilidade em assinaturas: Black Ops 7 está no Game Pass desde o dia um, o que reduz vendas diretas, ao contrário de Battlefield 6.
- Recepção mista: Baixas notas de usuários no Metacritic (pior da franquia), review bombing e contagens de jogadores históricamente baixas no Steam, inclusive abaixo de títulos indie como Escape from Duckov.
- Economia e controvérsias: Inflação e cansaço com microtransações agravam o cenário, somados a polêmicas como falta de “carry forward” de itens do Black Ops 6.
Nas redes, como no X (antigo Twitter), criadores e fãs celebram o “fim da era de domínio” de Call of Duty, prevendo uma nova fase para os FPS com Battlefield no topo.
O Que Vem Pela Frente?
Embora as vendas iniciais sejam alarmantes, o modelo live-service de Call of Duty pode recuperar terreno com atualizações, como mapas e modos Zombies. No entanto, analistas alertam que o “rei caiu”, e a Activision precisa inovar para reconquistar o trono perdido para a EA. Resta aguardar dados globais completos e o desempenho a longo prazo – mas o lançamento de Black Ops 7 marca um ponto de inflexão na indústria.
